Campanhas polêmicas: Ética na publicidade em tempos de internet
Campanhas polêmicas: Ética na publicidade em tempos de internet

A publicidade é regulamentada pelo CONAR e qualquer peça veiculada publicamente deve obedecer às suas regras. Mas no cenário digital, algumas empresas vão longe demais em suas campanhas de marketing e, por vezes, agem de maneira equivocada e até mesmo antiética.

Nesse artigo mostraremos alguns exemplos de campanhas polêmicas e os motivos pelos quais elas foram tiradas de circulação. Confira:

 

Empiricus e Bettina Rudolph

 

Esse ano (2019), a Empiricus lançou uma estratégia de marketing um tanto quanto polêmica ao veicular o vídeo de Bettina, uma jovem de 22 anos que disse ter acumulado R$1 milhão de reais em apenas 3 anos investindo em ações com aporte inicial de aproximadamente R$1,5 mil. A propaganda foi tirada do ar pelo Conar com a justificativa de conteúdo enganoso. Segundo especialistas, o resultado obtido por ela é impossível. Bettina foi obrigada judicialmente a comprovar renda e a Empiricus foi multada pelo Procon em R$58 mil.

 

Ministério dos Transportes

 

Em 2018 o Ministério dos Transportes veiculou uma campanha mostrando que pessoas que praticam boas ações também cometem crimes, colocando frases do tipo “quem protege animais de rua também pode matar”. Logo após a veiculação, uma chuva de críticas caiu sobre a página do Ministério, alegando que essa campanha associa pessoas que fazem atos benevolentes ao crime.

 

Dove

 

No lançamento de um sabonete íntimo da marca, a Dove veiculou uma propaganda onde mostrava uma mulher negra tirando uma blusa de cor marrom e transformando-se em uma mulher branca. Internautas alegaram que a campanha passa a imagem de que uma mulher negra tem aspecto de suja. Logo após, a marca se desculpou e retirou a campanha do ar.

 

Campanha dos Jogos Paraolímpicos.

 

Em 2016, para divulgar os Jogos Paraolímpicos no Rio de Janeiro, foi veiculada uma campanha com fotos onde atores apareciam sem alguns membros do corpo, simulando algum tipo de limitação física. Contudo, internautas criticaram o equívoco, se era para estimular a inclusão, por que não veicular essas peças com os próprios atletas?

 

Skol

 

Em uma campanha do carnaval de 2015 a Skol lançou peças publicitárias com os seguintes slogans “esqueci o não em casa” e “topo antes de saber a pergunta”. Nas redes sociais as críticas negativas chegaram rápido, pois, a campanha possuía sentido dúbio e poderia dar entender que no carnaval as mulheres estariam disponíveis e poderiam ser tocadas e abordadas mesmo sem o consentimento. Após a repercussão negativa a Skol tirou a propagando do ar.

 

Nívea

 

A Nívea foi outra marca que se envolveu em polêmica com uma de suas campanhas publicitárias. Nela uma mulher negra aparece utilizando um produto que promete clarear a pele. A polêmica está no fato da marca estar estimulando que uma pele mais clara é mais bonita e desejada.

 

Alezzia

 

Em um dos anúncios da marca em 2016, foi colocada uma mulher nua, sentada na cadeira de uma empresa com os seios cobertos pelas pernas com a seguinte frase: “beleza interior são os nossos móveis na sua casa”. Após diversas denúncias, o CONAR suspendeu a campanha.

 

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